No início do governo Rafael Brito circulava nos bastidores a informação de que o prefeito de Timon não permitia que ninguém, além dele próprio, fosse o interlocutor das ações da gestão junto à população. A divulgação dos atos do governo parecia seguir uma lógica centralizadora: o anúncio precisava partir do prefeito, dono do ineditismo, da notícia de primeira mão e das informações privilegiadas. Houve, inclusive, relatos de auxiliares advertidos por anteciparem alguma ação antes da manifestação oficial do gestor.
O tempo passou e, por mais de um ano, a administração permaneceu presa a essa cultura de comunicação excessivamente concentrada. Tudo precisava girar em torno da figura do prefeito, como se o governo fosse incapaz de falar por várias vozes.
Mas recentemente começou a surgir um novo movimento. Auxiliares da gestão passaram a ser autorizados — ou até estimulados — a utilizar suas redes sociais para divulgar ações de suas respectivas áreas. Na prática, cria-se uma espécie de “milícia do bem”: um grupo encarregado de combater a avalanche de mentiras, distorções e fake news que diariamente tentam contaminar o debate público em Timon.
E isso já começa a aparecer de forma mais organizada. Alguns assessores ensaiam uma comunicação mais moderna, com vídeos bem editados, informações contextualizadas e respostas diretas às críticas e desinformações.
Ainda existem aqueles que confundem comunicação institucional com bajulação pessoal, preferindo exaltar o prefeito em vez de informar a população. Mas outros já demonstram compreender o verdadeiro objetivo: apresentar resultados, esclarecer fatos e desmontar narrativas falsas.
Não importa exatamente de onde partiu essa iniciativa. O fato é que ela já deveria ter começado desde o início da gestão. Um governo que realiza ações importantes não pode pecar tanto na comunicação de seus próprios atos. Informação verdadeira, clara e acessível deveria ser política permanente, não reação tardia ao avanço das fake news.
Ao mesmo tempo, essa nova estratégia também impõe um teste importante aos auxiliares do governo. A partir do momento em que passam a ocupar espaço público e defender suas áreas, deixam de poder se esconder atrás dos bastidores ou da própria ineficiência administrativa. Agora terão de mostrar, ao vivo e a cores, qual é de fato a contribuição de cada um dentro da gestão do prefeito Rafael Brito.






